quinta-feira, 2 de abril de 2009

Brasil tem 1,8 milhões de downloads ilegais - e os números não vão mudar.

Cerca de 64% dos downloads são de consumidores de classes econômicas favorecidas.
Na China, índice chega a 99% dos internautas; Espanha lidera na Europa.



Aproximadamente 1,8 milhão de downloads são baixados ilegalmente no Brasil ao ano, afirma um relatório da Federação Internacional de Produtores Fonográficos (IFPI).

O Relatório de Música Digital 2008, divulgado nesta quinta (24) pelo órgão, indica que cerca de 64% dos arquivos baixados ilegalmente são feitos por consumidores pertencentes a classes econômicas favorecidas. Além disso, o mercado fonográfico nacional sofreu perdas de até 50% no primeiro semestre.

A entidade anunciou no trabalho que o segmento de música digital cresceu 40% em 2007, mas denunciou que, para cada download legal, 20 músicas foram adquiridas de forma ilícita.

O relatório indica que a China é o país do mundo com maior percentual de usuários - cerca de 99% - que fazem downloads ilegais, enquanto na Europa a Espanha lidera a lista, com 35%.

Em 2007, a venda de música pela Internet e através de celulares alcançou US$ 2,9 bilhões, o que supõe 15% da indústria fonográfica, que em 2006 era de 11%.

No ano passado, foram feitos 1,7 bilhão de downloads de forma legal, 53% a mais que no ano anterior. Frente a esse número, porém, outros bilhões de arquivos ilegais foram baixados.

A IFPI assinala que, no continente, a Espanha e a Holanda são, nesta ordem, os países onde mais são feitos downloads ilegais, com 35% e 28%, respectivamente, de usuários da rede que fazem isso regularmente.


Até aí, tudo bem, né. Pirataria em alta, Brasil num dos principais países envolvidos, bilhões de reais em jogo e NADA. Mas agora, eis que surge o problema:

Lei Contra Downloads é Aprovada Pelo Senado


O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que propõe novas formas de enquadramento para os crimes cibernéticos, como os cometidos na internet. O texto cria 13 novos crimes e endurece a pena de outros já existentes. A pena média para os crimes vai de um a três anos de reclusão. O projeto, relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), retorna para a Câmara por ter sofrido alterações no Senado."

Eles simplesmente querem acabar com downloads, de MP3, vÍdeos com direitos autorais no youtube/videolog etc. E a pessoa que baixar algo, sem autorização, como músicas em programas como Limewire, estará sujeita a prisão por tempo de 1 a 3 anos dependendo do fator.

"COMO ASSIM, BIAL? Estão querendo me impedir de baixar música ilegalmente pela internet? COMO ASSIM eu terei que pagar por uma música agora? Mas esse povo não tem mais nada o que fazer mesmo, é impresisonante! Tanta gente passando fome, sendo assassinada, e esse povo aí, perdendo tempo com coisas bobas. AFF" (típico depoimento de algum teenager que só sabe citar os problemas sociais do país em momentos de crise como esse)

Bom, aqui vai a nossa opinião agora: o Brasil está sim correto! Há gastos na produção de uma música, na produção de um CD, no licenciamento para a comercialização dessa música e coisas a mais. Ou seja, há todo um processo para que a música chegue até você com a qualidade que você esperava. E você aí, bonitão, achava mesmo que podia baixá-la de graça, assim, num mundo capitalista feito esse? Acorda, menina!

Mas também concordamos que o Brasil deveria implantar meios para adquirir essas músicas mais facilmente de formas legais. Cadê o iTunes, meldels? Cadê o pocketbuy? Assim fica difícil, povo aí do senado!

Conclusão? Galinha que segue pato morre afogado. Dica aí, hein brasil!


fonte das notícias: www.globo.com

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